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BI-RADS

Interpretação do BI-RADS 3 
 
Autor: Dra. Daniela Stanzani
 
 
No Fleury, todo laudo radiológico referente à mama, seja ele de mamografia, ultra-sonografia ou ressonância magnética, utiliza o sistema de padronização BI-RADS (Breast Imaging and Reporting Data System, ou Sistema de Dados de Relatório e Imagenologia Mamária).
 
O BI-RADS foi criado pelo Colégio Americano de Radiologia na década de 90, inicialmente apenas para mamografia, com o objetivo de uniformizar o laudo médico, padronizar os termos empregados, estabelecer categorias de avaliação final e sugerir condutas apropriadas para cada uma delas. A partir da segunda metade dessa década, a conduta tornou-se obrigatória, por lei federal, nos Estados Unidos. No Brasil, embora não seja obrigatório, o BI-RADS vem sendo cada vez mais utilizado. Em 2003 uma nova edição do BI-RADS foi lançada englobando também laudos de ultra-sonografia mamária e ressonância magnética.
 
Classificação:
 
O BI-RADS varia de 0 a 6, como segue:
0 = exame inconclusivo. Aquele cujo diagnóstico ainda não foi possível fazer com as incidências realizadas. O exemplo clássico é o de uma mamografia em que exista um nódulo. Neste caso o BI-RADS será 0 e a conduta é sugerir um ultra-som de mamas para avaliar a natureza do nódulo (cístico ou sólido);
1 = exame normal;
2 = achados benignos, como calcificações, linfonodos intramamários, cistos, etc;
3 = achados provavelmente benignos;
4 = achados suspeitos;
5 = achados altamente suspeitos;
6 = corresponde a um tumor já conhecido que está sendo melhor estudado ou reavaliado..

BI-RADS 3
As alterações na categoria 3 são aquelas com baixa probabilidade de serem malignas. Para esse tipo de lesão, quase que certamente benignas, considera-se necessário apenas um controle em seis meses, ao invés de biópsia por agulha ou cirúrgica.
Essas afirmações são comprovadas por dois grandes estudos longitudinais, prospectivos, envolvendo mais de 80 mil mamografias realizados na Universidade da Califórnia de São Francisco (UCSF) e no Hospital Pereira Rosell em Montevideo, Uruguai. Esses estudos mostraram que a freqüência de cânceres em lesões provavelmente benignas é inferior a 2%. Numa revisão mais recente do Hospital Pereira Rossell esse número foi de 0,4%.
As lesões consideradas como provavelmente benignas são as seguintes:
a) nódulos sólidos circunscritos não calcificados;
b) agrupamento de microcalcificações redondas ou ovais e distribuídas de maneira circular;
c) densidade assimétrica focal, sem calcificações ou distorção de arquitetura associadas;
d) ducto único dilatado, sem descarga papilar evidente;
e) calcificações sugestivas de processo inicial de esteatonecrose em pacientes submetidos a intervenção cirúrgica recente;
f) múltiplos achados similares (geralmente nódulos circunscritos ou calcificações), especialmente quando distribuídos por ambas as mamas. 
Seguimento
 
O protocolo de seguimento:
Para mamografia: a indicação prevalente é de controle ipsilateral em seis meses. Novo exame deve ser realizado após seis meses, desta vez bilateral, como rotina para a mama contralateral. A partir daí, seguimento anual de um a três anos para avaliação da estabilidade a longo prazo.
Para ultra-sonografia: controle em seis, 12, 24 e 36 meses.

Conclusão
O sistema BI-RADS tem sido efetivo na categorização e seguimento das lesões mamárias encontradas em métodos de imagem. A categoria 3, atualmente bem definida, e cujo valor preditivo positivo caiu de 2 para 0,4%, oferece segurança suficiente para médicos e pacientes, evitando biópsias desnecessárias, seus custos e complicações.

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Quase 60% das mulheres não sabem que idade eleva risco de câncer de mama

 
 
Da Efe
Em Londres
 
 
Quase 60% das mulheres não são conscientes de que o risco de sofrer câncer de mama aumenta com a idade, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira no Reino Unido.

A pesquisa, feita para a ONG britânica Breast Cancer Care, revela que 58% das entrevistadas ignoram que a idade aumenta a possibilidade de desenvolver a doença, apesar de ser um dos principais fatores de risco.

A cada ano se diagnostica câncer de mama em mais de 44 mil mulheres no Reino Unido, 80% das quais têm mais de 50 anos.

A pesquisa, baseada em mais de mil entrevistas, evidencia que são as mulheres com mais idade as que são menos conscientes da relação entre a idade e o desenvolvimento da doença.

Enquanto 42% das entrevistadas de entre 18 e 24 anos ignoram esse fator de risco, a percentagem chega a 63% entre as que têm entre 35 e 44 e a 65% entre as que têm entre 45 e 54.

No caso das mulheres com mais de 70 anos, 55% não são conscientes de que têm mais chances de desenvolver a doença e 30% nem sequer acreditam que seja necessário se submeter a exames.

A Breast Cancer Care pediu às mulheres que, a partir dos 50 anos, se submetam a controles anuais para detectar qualquer indício da doença.

Cherie Booth, mulher do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair e presidente de honra da organização, pediu que sejam mantidos os esforços para fazer com que a mensagem de que a idade é um fator de risco para a doença chegue à população feminina.

 
Conclusão
O sistema BI-RADS tem sido efetivo na categorização e seguimento das lesões mamárias encontradas em métodos de imagem. A categoria 3, atualmente bem definida, e cujo valor preditivo positivo caiu de 2 para 0,4%, oferece segurança suficiente para médicos e pacientes, evitando biópsias desnecessárias, seus custos e complicações.
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Comentários em: "BI-RADS" (6)

  1. MARY: no dia 25/05/2009 fiz uma mamografia,e uma ecografia mamária e foi identificado BI-RADS 3,fiquei muito preocupada,está marcada uma biopcia para o dia 09/07/2009,estou muito ansiosa,o que me aconselha? pois tive meu pai teve CA de prostata. e hoje está bem.obrigada

  2. Aguardo retorno.meu email hozynha@hotmail.com

  3. Suely Aparecida l disse:

    quero saber se e aonde podem acontecer as metastases de mama em mulheres com mais de 80 anos.

  4. Suely Aparecida l disse:

    aguardo retôrno sobre as metastases de mama no meu email: susenize@hotmail.com

  5. Eliana disse:

    fiz uma mamografia e a impressão diagnóstica foi:

    imagem de média radiodensidade de contornos regulares e limites bem definidos, medindo 1,0cm, linfonodo intramamário à direita

    nódulo em mama direita.
    linfinodo intramamário à direita

    Classificação BI RADS: categoria 0.

    O que é isso? é ruim??? o quanto tenho que me preocupar???? estou com medo…

    Grata pela atenção

    Eliana

  6. vera lucia arrivabene ramos disse:

    recebi o resultado de minha mamografia e deu
    Categoria 0 (BI-RADS) para a mama direita e a esquerda.
    Na mama direita deu nodulo QIL 10mm regular definido
    Na mama esquerda nodulo QIl 11-20 mm lobulado definidos nodulo UQsup 21-50mm lobulado parcialmente definidos.
    Fui encaminhada para uma Ultrassonografia. Mas vai demorar um pouco pois e pelo SUS.
    Poderia me ajudar a entender este laudo ???
    Pode ser cancer ???
    Aguardo anciosa. Fiquem com Deus.

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